Candy crush saga

Maria Aparecida passou a vida lutando contra a timidez. Ela sempre pensava na ironia que era de ter Aparecida no nome se nem sua mãe a via. Ela não gostava de aparecer. De certo que de tanto acreditar que não aparecia sentia-se invisível. Já de pequena desenvolveu um estranho gosto por espelhos. Gostava de espelhos e só dormia tranquila após passar longos períodos olhando sua imagem refletida no espelho. Era como se ela mesma não pudesse acreditar que existia.

Por ser tímida não fazia amigos, seu melhor amigo era o espelho. Cresceu sozinha mirando sua imagem refletida, algumas noites tinha pesadelos, sonhava que estava desaparecendo e só dormia quando olhava-se no espelho. Não era feliz, não era triste, apenas não sentia. Ela achava o mundo um lugar estranho, não entendia as pessoas.

Certo dia, já quando moça, sua mãe preocupada com sua timidez e como que querendo justificar sua ausência, deu-lhe um aparelho que comunicava com o mundo. Ela dizia que o aparelho era mágico e que poderiam se comunicar através dele, ela nunca mais se sentiria sozinha e assim venceria a timidez.

Maria conectou-se com o mundo, descobriu jogos e redes. Fez muitos amigos e sentia-se sozinha. “Divine” dizia seu jogo preferido, como que lhe lembrando de que era importante. “Sweet” ela se animava. “Tasty” ela sorria. Finalmente alguém a via! Ela esquecera do espelho, jogava o dia todo e ia sendo esmagada, sem perceber que aos poucos foi ficando cada vez mais invisível. “Sugar crush!”

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