Não apresse o rio

O livro “Não apresse o rio (ele corre sozinho)” de Barry Stevens é um relato a respeito do uso que a autora faz da Gestalt-terapia e dos caminhos do Zen, Krishnamurti e índios americanos para aprofundar e expandir a experiência pessoal e o trabalho através das dificuldades. ‘Temos que nos colocar de cabeça para baixo e inverter a nossa maneira de abordar a vida.’

Aqui alguns trechos:

“Às vezes quando tudo sai errado, acontecem coisas maravilhosas e eu aproveito coisas que teria perdido se tudo tivesse dado certo. Se não, sempre posso dormir”.

“Não são as correntes que atam os corpos dos homens, mas as correntes que atam as mentes dos homens”.

“Em seu livro Freedom from the know, Krishnamurti conta um fato que se passou quando viajava de carro pela Índia, com mais dois homens e um motorista. Os dois homens estavam discutindo sobre tomada de consciência e fazendo perguntas a Krishnamurti. O chofer não notou uma cabra e atropelou-a. Os dois homens não notaram. “E com a maioria de nós se dá o mesmo. Não tomamos consciência das coisas de fora e das coisas de dentro”.

“Saí do futuro onde não posso fazer nada exceto em fantasia, e entrei no presente, onde tudo acontece”.

“Total naturalidade, e sem erros. Isto é perfeição. “Buscar a perfeição” não faz sentido para mim”.

“Nan-in, um mestre japonês, recebeu um professor de universidade que veio indagar a respeito do Zen. Nan-in serviu chá. Encheu a xícara do visitante, e continuou derramando. O professor observou a enchente até que não pode mais se conter. “Ela já está cheia. Não cabe mais nada!” “Como esta xícara”, disse Nan-in, “você está cheio – de opiniões e especulações. Como posso lhe mostrar o Zen a menos que você antes esvazie a sua xícara?”

“Nos dizem que cometer erros é “ruim”. Mas isto é parte da aprendizagem – cometer erros e notá-los. Então – se não os combatermos – eles se corrigem. Como é que um bebê aprende a andar?”

“O estilo de vida se mostra no corpo. É claro. De que outra forma poderia ser? Eu sou meu corpo, meu corpo é eu. De que outra forma posso me expressar? Se eu fico encolhida e não digo nada, estou me expressando. Quando torço os meus dedos dos pés, estou me expressando. Quando enrijeço os ombros, estou me expressando. Quando “não ouço”, estou me expressando. Quando entro num padrão habitual, estou me expressando como artefato, uma espécie de estátua que se move e respira de forma artificial. Eu fiz a mim”.

“É preciso viver sozinho. É só então que a gente realmente chega perto de outra pessoa”.

“A vida não se movimenta conforme dizemos ou escrevemos – nem conforme pensamos que deveria se movimentar – nem conforme tentamos fazer que se movimente”.

Trechos do livro: “Não apresse o rio (ele corre sozinho)” de Barry Stevens

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